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Espaço

Crew-13 chega à Estação Espacial na viagem americana mais rápida da história

Quatro astronautas dos EUA, Canadá e Rússia chegaram à ISS em menos de 8 horas a bordo da Crew Dragon, depois de um vazamento ter adiado a missão em setembro.

04 de outubro de 2026 · por Equipe Entendendo o Futuro · ⟳ Atualização automática

Em 1º de outubro de 2026, às 11h10 (horário da Flórida), um foguete Falcon 9 da SpaceX lançou a missão Crew-13 da NASA a partir de Cabo Canaveral. A cápsula Crew Dragon "Grace" acoplou à Estação Espacial Internacional (ISS) às 19h05 do mesmo dia — cerca de 7 horas e 55 minutos depois, a viagem mais rápida de uma nave americana até a estação, segundo a NASA.

O que é / como funciona

A tripulação tem quatro pessoas: a comandante Jessica Watkins e o piloto Luke Delaney, da NASA; Joshua Kutryk, da Agência Espacial Canadense; e o cosmonauta Sergey Teteryatnikov, da Roscosmos. Para Delaney, é o primeiro voo espacial. Eles devem ficar cerca de seis meses a bordo, fazendo experimentos científicos e manutenção.

Por que a viagem foi tão rápida? Chegar à ISS não é apontar o foguete e ir. A estação está a cerca de 400 km de altura, dando uma volta na Terra a cada 90 minutos. A nave precisa entrar numa órbita um pouco mais baixa e, com uma sequência de queimas de motor, "alcançar" a estação no ponto certo. Quanto melhor o alinhamento no momento do lançamento e quanto menos manobras forem necessárias, mais curta a perseguição. Missões anteriores da Dragon costumavam levar perto de um dia; desta vez, a NASA planejou uma trajetória de menos de 8 horas. A acoplagem foi automática, no módulo Harmony.

Por que importa

Menos horas apertado numa cápsula significa mais conforto e menos tempo de exposição a riscos para a tripulação. Mas o ponto mais importante é a continuidade: a ISS depende da troca regular de equipes, e a missão mantém a estação ocupada até a saída da Crew-12, prevista para começar a partir de 5 de outubro.

A missão também mostra que a cooperação espacial entre Estados Unidos e Rússia continua funcionando no dia a dia, com cosmonautas voando em naves americanas e vice-versa, e ajuda a manter a ISS operando até sua aposentadoria, planejada para o fim desta década.

Evidências

  • Lançamento, acoplagem e entrada na estação aconteceram no mesmo dia; a escotilha foi aberta às 21h43 (horário da Flórida).
  • A NASA classificou o trânsito como "o mais rápido de uma espaçonave dos EUA na história da estação".
  • A comandante Watkins resumiu: "É difícil acreditar que já estamos aqui, mas estamos muito felizes de estar aqui."

O que ainda pode dar errado

Antes do sucesso houve um susto: no início de setembro, técnicos encontraram um vazamento de oxidante no sistema de propulsão da cápsula durante a preparação, e o lançamento, previsto para meados de setembro, foi adiado. A NASA e a SpaceX liberaram o voo depois de investigar, mas episódios assim lembram que cada missão tripulada depende de sistemas complexos.

Para os próximos meses, os riscos são os normais de uma estação envelhecida: vazamentos de ar em módulos antigos, falhas de equipamentos e possíveis mudanças de calendário no retorno. Além disso, a dependência de um único tipo de nave americana em operação regular deixa o programa vulnerável caso a Dragon precise ficar parada.

E um alerta de interpretação: o recorde de velocidade é um ganho operacional, não uma nova tecnologia. A cápsula é a mesma; o que mudou foi o planejamento da trajetória.

Para acompanhar

  • Desacoplagem e retorno da Crew-12, a partir de 5 de outubro.
  • Experimentos científicos da Crew-13 ao longo dos seis meses.
  • Se a NASA vai repetir trajetórias rápidas como padrão nas próximas missões.
  • Retorno da Crew-13, previsto para o início de 2027.